Instagram criou monstros: porquê mudei o jeito de usar a plataforma e como isso me deixou mais feliz

27 de outubro de 2017

Desde que comecei a por em pauta quais eram minhas prioridades, quem sou e aonde quero chegar, parei para refletir sobre diversos aspectos da minha vida e, lógico, isso também se expandiu para as redes sociais. Mais especificamente neste post: o Instagram!

 

 

O assunto “Instagram” rendeu muita discussão entre eu e minhas amigas, encontramos outras pessoas se questionando exatamente igual a nós, lemos artigos muito bacanas sobre os “monstros” que foram criados com a plataforma e começamos a ver coisas que antes não víamos ou achávamos que era só das nossas cabeças (a nossa bela conhecida “é bobagem, deve ser só impressão minha”). Com toda a mudança que vem acontecendo comigo nos últimos tempos, mudei o jeito que eu vejo e uso o Instagram, e vou mostrar minha visão para vocês nesse post também.

Mas, esses questionamentos não surgiram de uma hora para outra. Desde que instalei o app, mudei muito o jeito de usar ele, o que é completamente normal, só que aquele sentimento gostoso de ir compartilhar uma foto se transformou em algo que me angustiava e me deixava irritada. Isso começou a se intensificar por causa das novas atualizações do Instagram que veem acontecendo há um ano mais ou menos, em que as fotos que antes apareciam em ordem cronológica agora são mostradas por “relevância” do algoritmo louco que muda mais rápido do que gostaríamos.

Como resultado dessa alteração, as publicações dos instagrammers não estavam mais sendo entregues como antes, menos pessoas viam as publicações, mesmo seguindo o usuário. Aqui começa de fato meu questionamento inicial:

 

Como pessoas que levam o Instagram como um trabalho sério ficariam nessa história?

 

Comecei a ver o conteúdo original e criativo virando só mais uma foto. Uma foto que era feita com um único objetivo: gerar likes. Me vi pega no pensamento de que eu “preciso de likes, comentários, seguidores, para conseguir sobreviver dentro do Instagram”, ao invés de buscar me reinventar, ser criativa. Eu era mais uma indo com o fluxo, na ânsia de crescer o perfil para não perder relevância e sobreviver. Não queria soar hipócrita, mas isso é hipocrisia. Principalmente quando você sabe o que está acontecendo por trás disso tudo.

 

 

Existem as pessoas que jogam limpo e as que não são tão honestas assim. Como o trabalho de muita gente, inclusive o meu, dependem de certa forma ao Instagram, nos tornamos verdadeiros jogadores. Todo esse jogo de quem tem a maior interação, o perfil que não para de crescer etc, me deixaram ridiculamente mal. Deixava de publicar coisas ou publicava coisas sem querer só porque eu sabia que iria dar maior retorno em interação. E, sério, isso é a maior bobagem do mundo! Não deveríamos deixar de postar algo só porque não vai dar tantos likes assim ou porque não combina com as outras publicações.

Mas, tem muita coisa por trás disso que eu gostaria de falar com você. Nesse jogo todo, sempre tentei ser o mais ética possível, mas fiz coisas que só fui perceber tempos depois que não era tão legal quanto eu achava ser. Eu estava só me afundando na sujeira que existe no Instagram. Quando me vi pega por tudo isso, pude enxergar que para sobreviver, eu não precisaria fazer nada disso do que eu tinha feito ou estava fazendo, sempre quis fazer do jeito que é certo (só que tenho noção de o que é certo para mim, pode não ser para você) e aquilo não parecia certo para mim.

Por causa de tudo isso, o jogo (literalmente) que virou o Instagram e toda a loucura associada a isso, resolvi trazer esse conteúdo para você. Então, eis que chegamos ao ponto do post que mostro para você o “Manual de como não ser bobolão no Instagram“! Brincadeira, é quase isso, vou compartilhar toda a meleca que vejo acontecendo. Preparado?!

 

Não vamos esquecer os números!

 

 

Como vou sobreviver no Instagram se não tenho números? Se minhas fotos não dão tantos likes quanto eu gostaria? Se ninguém comenta o que posto? Se eu não ganhar novos seguidores? Acho que você já se perguntou isso em algum momento da sua vida ou da leitura desse post até aqui.

Os números são importantes para quem leva o Instagram como trabalho, mostra qual é a dimensão do seu público, a interação e interesse dele nas publicações. É exatamente isso que marcas buscam: números relevantes. Mas, muito do que está por aí é mentira.

 

Compra de seguidores e likes no Instagram

 

 

São inúmeras as empresas de compra de seguidores e likes. Teve uma época que eu chegava a receber mais de um e-mail ao dia de empresas diferentes oferecendo seus serviços! Antes que você se pergunte: nunca comprei essas coisas. Muita gente usa desse artifício para exibir números inflados em seus perfis. Muitos anunciantes ainda caem em perfis assim e, no caso, os dois lados são prejudicados:

O anunciante poderá não mais ter aquela vontade de antes de divulgar com influenciadores, porque não gerou o resultado que esperava, afinal esse perfil não tinha influência ou audiência alguma, os números eram vazios. O outro prejudicado da história é o influenciador que cresce de maneira honesta, que pode ter “perdido” o trabalho para outro com números inflados ou ainda que não irá ter uma oportunidade futura por causa da má fama deixada por esse tipo de pessoa. Podemos especular mais um monte de coisas, mas vamos parar por aqui, porque não é o foco continuar pensando nos se’s dessa situação.

Hoje em dia existem N modos de saber quem compra ou não seguidores, soube de um modo bem curioso que assessorias de imprensa e algumas empresas usam: esse site.

 

 

Mas, tem por aí diversos jeitos de conseguir mais likes e seguidores (de modo não honesto, na minha opinião hoje) além de comprar: seguir e deixar de seguir usuários para eles seguirem de volta, grupos de trocas de likes e comentários, softwares para fazerem esse “trabalho” de forma automática e também para interagirem em hashtags e perfis quem você queira, aplicativos de celular para ganhar seguidores e likes… Existe uma infinidade, é só começar a reparar ou dar uma pesquisada no Google. Você vai se surpreender!

Agora eu te pergunto: números são tudo? Eu posso fazer um post só com esse assunto, porque essa pergunta vai dar muito pano para a manga.

Resumindo um pouco, não vejo que isso é tudo. Lógico, é importante, é assim que vendemos nosso peixe. Mas, eu me preocupar só com eles me desestimulou a ser criativa. Afinal, eu estava apenas replicando coisas que davam bastante interação no meu perfil ou no de outras pessoas do meio. Eu não era mais estimulada a fazer algo diferente, algo mais meu.

 

Você é feliz com o seu Instagram?

 

Acho que uma das maiores mudanças que aconteceram comigo estão neste tópico. Veja se você se identifica com essa situação, nem que seja só em alguns aspectos: você entra no Instagram várias vezes ao dia para ver se alguém postou algo novo, fica frustrado por não ter a vida perfeita das pessoas que segue, por não fazer tantas viagens, por não ter aquela roupa caríssima, por não comer comidas fotogênicas, por não estar belo e radiante em todos os momentos, por não ter os amigos perfeitos, sorridentes e fotogênicos como nas fotos de quem você segue e, no final de tudo, você está mais triste, inseguro e com auto estima baixa. Se identificou com alguma coisa? É, eu também identifiquei com algumas delas um tempo atrás.

Não vou entrar no mérito da discussão de que Instagram é maquiagem da vida real, porque todos nós sabemos que aquilo é mais montado do que castelo de Lego em tamanho real. Não julgo. Ninguém gosta de publicar uma foto que se sentindo a pessoa mais feia e tosca das galáxias, a gente quer estar bonito (mesmo naquelas famosas fotos #semmake #semfiltro #semnada). Super normal.

O ponto que eu quero chegar é: algumas postagens de pessoas que eu seguia me despertavam sentimentos ruins, não do tipo “que ódio dessa vaca” ou invejinha, longe disso! As pessoas que eu seguia achando me me inspiravam estavam fazendo exatamente o oposto: me desestimulavam. Meu feed não me inspirava mais e eu estava sendo só mais do mesmo, replicando conteúdo sem de fato criar.

Decidi limpar o meu feed deixando de seguir contas que me despertassem qualquer sentimento ruim e comecei a seguir novas pessoas que me inspiravam. Nessa brincadeira eu devo ter deixado de seguir pelo menos 3/4 das pessoas que eu seguia até então. Loucura!

Sabe o que aconteceu? Estou muito mais feliz navegando no meu Instagram hoje, mas é muito mais mesmo! Sério! Hoje sigo pessoas que realmente me inspiram e limpei tudo o que me deixava para baixo. Se você for olhar quem sigo, você irá encontrar perfis com realidade extremamente diferente da minha, com gente que viaja o mundo todo fazendo fotos incríveis ou usando um sapato mais caro que meu carro, mas elas me inspiram, assim como perfis de fotógrafos, artistas, bordadeiras, pintoras e costureiras.

 

 

BÔNUS: Te desafio a ir na lista de pessoas que você segue e deixe de seguir todos os perfis que te tragam algum sentimento ruim: inveja, comparação, curiosidade excessiva pelo que se passa na vida do outro (aka xeretona), raivinha, picuinha… Tirar toda a negatividade que tem no seu feed vai fazer você se sentir melhor, tenho certeza! E, é muito mais divertido interagir com gente que nos faz bem, certo?!

 

Resumo da ópera:

 

Quando você é estimulado a ser você, você está sendo estimulado a ser criativo. Mas, entenda que criatividade não é postar uma coisa mirabolante atrás da outra, é simplesmente não ser levado pela onda dos outros e seguir o que você acha certo.

Se você faz algo que te deixa feliz, isso vai atrair gente que se identifica com seu perfil e suas publicações. Você irá crescer com uma audiência fiel. Isso não é um processo rápido, mas se você tiver força de vontade, nada te impede de chegar lá!

 

Esse foi um post que eu não programei em fazer, senti que devia e fiz. Sei que é bem diferente do que posto por aqui, mas espero que tenha resultado em algo bom para você! Espero que você tenha gostado! Até o próximo post, beijinhos.


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